RECOMEÇAR, É POSSIVEL
“Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.”
Esta frase é profunda, simbólica e tremendamente prática. Ela nos lembra que o
recomeço não é um luxo de poucos, mas uma condição para crescer, amadurecer e
viver plenamente.
E confirmamos: Sim! Recomeçar é possível!
Mas também é verdade que, em muitos momentos, nós mesmos tornamos o recomeço
impossível. Não porque Deus não o ofereça, mas porque nós resistimos.
Resistimos por medo, por dor, por orgulho ou simplesmente por cansaço.
Recomeçar exige coragem, exige humildade, exige disposição para olhar para
dentro e admitir: “Eu preciso mudar.”
Ao longo da história bíblica e espiritual da humanidade (nas Escrituras Sagradas), vemos vários exemplos de recomeço, que são como faróis a nos inspirar:
Noé, após o dilúvio, foi chamado a reconstruir a humanidade a partir da própria família. Um recomeço que exigiu fé e determinação.
Moisés, depois da quebra das tábuas da Lei, recebe de Deus a chance de
fazer novamente o pacto com seu povo — um recomeço da Aliança.
Jacó, em sua luta interior e espiritual, recebe um novo nome, Israel,
representando um recomeço profundo de identidade.
José, vendido pelos próprios irmãos, humilhado, injustiçado, mas que
transforma cada queda em degrau e recomeça no Egito até atingir a posição de
governador.
Rute, com sua fidelidade e coragem, recomeça após a viuvez e se torna
parte da linhagem de Jesus.
Esses episódios são mais que histórias antigas: são exemplos
vivos de que Deus sempre oferece uma nova oportunidade.
No Espiritismo, que valoriza a evolução moral e intelectual do ser humano, percebemos a mesma mensagem: renascer — física ou espiritualmente — é parte do processo de progresso. Recomeçar é, portanto, um movimento de Deus e da alma.
Mas o que torna o recomeço tão
difícil?
Em geral, nós temos medo da dor que a
mudança traz. Preferimos ficar onde estamos, mesmo que esse lugar não nos faça
bem.
Dizemos: “É cansativo demais.”; “É chato.”; “Vai machucar.”;“Não tenho forças.”
E assim, sem perceber, colocamos todas as desculpas entre nós e a felicidade
que está logo ali, a curta, média ou longa distância. Mas o recomeço exige três
atitudes fundamentais:
1. Reconhecer
Reconhecer que algo precisa mudar. Sem esse passo, não há
renascimento. É olhar para as próprias sombras com honestidade e humildade.
2. Arrepender-se e perdoar
O arrependimento sincero abre portas. E o perdão — aos outros
e a nós mesmos — liberta. Não existe recomeço sem perdão.
3. Agir
Recomeçar é ação. É decisão. É movimento. Não basta desejar:
é preciso dar passos, mesmo pequenos, mas firmes. É necessário confiar que Deus
caminha conosco.
É fato, estamos no fim de 2025. Para muitos, foi um ano de
desafios. Para outros, de conquistas. Mas para todos nós, um ano de
aprendizado. Agora, resta-nos uma pergunta essencial:
O que vamos fazer daqui para frente?
Vamos continuar repetindo velhas histórias? Vamos insistir
nos mesmos erros, nas mesmas rotinas, nos mesmos limites? Ou vamos aproveitar o
convite divino para renascer?
Recomeçar é sair da inércia. É buscar o que nos torna
melhores. É reconstruir relações, retomar sonhos abandonados, cultivar novos
hábitos, fortalecer a fé, reaprender a amar, a confiar, a servir.
Recomeçar, meus amigos, é viver a oportunidade diária que
Deus nos dá. A cada amanhecer, Ele nos sussurra:
“Filho, filha, você pode começar de novo.”
Que possamos, então, iniciar este ano com gratidão e continuar
com coragem. Que 2026 seja o ano do renascimento espiritual, emocional e moral.
Que seja o ano em que, finalmente, não apenas desejemos mudar, mas escolhamos
mudar. Porque recomeçar não é apenas possível — é necessário, é belo, é divino.
Que a paz do Cristo nos inspire. Que a luz de Deus nos
acompanhe. E que cada um de nós tenha a coragem de recomeçar, hoje e sempre.

Comentários
Postar um comentário