Grupo Construtivo X Grupo Obstrutivo
Começamos a refletir sobre a relação entre comportamento dos colaboradores numa organização, empresa ou grupo de trabalho. Sabe-se que não é fácil, em especial, no que diz respeito à gestão de pessoas. Ao longo do tempo, expressivas mudanças ocorreram, diante da importância que o cenário da valorização humana possui para o crescimento da organização, empresa ou do grupo de trabalho.
Você sabia, a forma como os funcionários se comportam, reflete nos resultados no ambiente de trabalho? Pois bem, surgiram estudos e propostas que utilizaram determinadas ciências relacionadas às necessidades psicossociais do ser humano e seus comportamentos, como Pedagogia, Sociologia e Psicologia. Daí, analisaram a conduta das pessoas na execução de seus trabalhos, e dessas observações, foram gerados diferenciais competitivos para as empresas e organizações. Dessa forma, o que antes era visto como "o jeito de a pessoa ser no trabalho", agora, passou a ser compreendido como indicador de quão bem (ou não) você desempenha uma tarefa solicitada pelo seu chefe, diretor ou gestor.
Outra questão reflexionada, é a seguinte, não é possível dissociar o eu pessoal do eu profissional, pois, quando estamos na organização trabalhando, não abandonamos a nossa pessoa, ou seja, carregamos os papéis que temos fora do ambiente de trabalho. Interagimos com diferentes ambientes e pessoas e, desses, reproduzimos aqueles que escolhemos, em todos os campos da nossa vida.
Nessa mesma relação, podemos compreender que a forma como interpretamos e reagimos às coisas que acontecem ao nosso redor, a maneira como enxergamos e lidamos com as pessoas levam à forma como somos tratados de volta, tanto no ambiente pessoal, como no ambiente profissional.
Por isso, se o ambiente e as pessoas nos influenciam (para o bem e para o mal), as organizações, na busca do seu crescimento e de inspirar para o bem os seus colaboradores, precisam ofertar um ambiente em que todos possam sentir-se propensos a criar, inovar, influenciar mudanças, crescer pessoal e profissionalmente.
Contudo, muitas empresas ainda consideram que ouvir seus colaboradores, conhecê-los e entendê-los não são atitudes necessárias, pois se limitam a pensar que “eles recebem o salário para trabalhar e pronto”. Quem nunca ouviu aquela máxima: “deixe os seus problemas pessoais do lado de fora, aqui é seu local de trabalho”? Isso como se fosse possível dissociar quem somos enquanto pessoas de quem somos enquanto profissionais.
Essas organizações precisam entender que existe um fator que influencia diretamente como as pessoas se comportam em seus ambientes de trabalho, que é a motivação que elas possuem para exercê-lo. A motivação, no âmbito do trabalho, tem sido visto como um incentivo que o colaborador possui para atingir os resultados e estratégias da empresa ou organização e também os seus pessoais e profissionais.
Nesse sentindo, torna-se essencial, que as organizações busquem perceber o que motiva seus colaboradores, bem como os que os deixa “insatisfeitos”, pois, muitas vezes, o que não sendo favorável na opinião do trabalhador, pode ser modificado, pois o aprendizado é constante para ambos os lados, tanto do empregador, quanto do empregado. Afinal, o mundo vem mudando constantemente e, quanto mais as organizações perceberem que o fator humano é o que as diferencia, mais buscarão formas de valorizar as pessoas que, por consequência, irão valorizar a empresa.
Acerca da complexidade de administrar pessoas, de acordo, com o teórico MOSCOVICI (1996), é muito importante saber conviver com pessoas e administrar a complexidade dos relacionamentos entre elas. Pode-se dizer que é tão significativo quanto os conhecimentos teóricos que necessitamos para exercer uma função. No nosso dia a dia, nas situações do nosso trabalho, nem sempre a essa convivência acontece com uma boa comunicação, de forma cooperativa, em que todos respeitam as individualidades alheias e isso acontece porque nossos sentimentos estão presentes em cada interação que realizamos. Logo, "a maneira de lidar com diferenças individuais tem grande influência sobre toda a vida em grupo.
Aprofundando um pouco mais a reflexão sobre o assunto, segundo um estudo apresentado por Paul E. Spector (2008), em seu livro Psicologia nas Organizações, um funcionário satisfeito tende a apresentar um bom desempenho no trabalho, uma relação que ele declara ser praticamente óbvia. No entanto, ele descreve duas situações em que a segunda tende a trazer mais satisfação e melhores resultados dos funcionários: Apesar de estar claro que o desempenho e a satisfação estão relacionados, existem duas explicações opostas. A primeira é que a satisfação deve resultar em desempenho, ou seja, as pessoas que gostam do seu trabalho se empenharão mais e, consequentemente, terão um desempenho melhor. A segunda é que o desempenho deve resultar em satisfação, isto é, pessoas com bom desempenho tendem a se beneficiar, e os benefícios podem aumentar a satisfação. O funcionário pode receber mais dinheiro e reconhecimento, o que pode melhorar a satisfação no trabalho.
Outro ponto que devemos considerar, quando estamos num grupo ou numa equipe de trabalho, temos que lembrar que todas as faces do humano estão evidentes no trabalho, desde os valores morais e éticos ensinados pela família, até as normas estabelecidas no ambiente profissional. Até porque num grupo, num coletivo de colaboradores não pode ser pensando apenas como uma quantidade de pessoas, existem ali histórias, diferentes culturas, valores sociais que acompanham cada um de nós. Nesse sentido, quando no ambiente de trabalho, ao produzir conhecimento e atingir metas e resultados esperados, os grupos também estão criando e compondo para si, baseado em suas crenças e valores. Assim, ao mesmo tempo em que buscamos os resultados, também, estamos aprendendo novos conhecimentos que levaremos para nossa vida.
Por isso, um grupo ou uma equipe não tem uma trajetória única ou somente um percurso a ser seguido dentro da organização. Dessa forma, um grupo destaca-se por compartilhar relações, seus entendimentos, não com vistas a concordâncias, e sim que estejam engajados em construir uma relação benéfica para as pessoas que dele participam e para a organização ou empresa.
Dessa forma, uma equipe é parte da estratégia de organização de uma empresa para gerar resultados. O verdadeiro desafio está na concepção e “manutenção” dos grupos, que podem tornar-se obstrutivos ou construtivos.
Decida: Você está em qual grupo? Dos construtivos ou dos obstrutivos? Para descobrirmos, teremos que saber o seguinte: um grupo pode se tornar construtivo quando uma (ou mais pessoas) pertencente àquela equipe de pessoas possui o desejo de fazer com que "as coisas aconteçam" e consiga resultados positivos, instrumentalizando na prática aquilo que foi idealizado, proposto ou solicitado. Segue o fluxo desejado. Já um grupo obstrutivo, possuem comportamento autodestrutivo e vão somatizando questões que, a princípio, seriam inofensivas. Nesse caso, o processo obstrutivo ocorre de forma devagar, com certa lentidão e possivelmente não tão perceptível para as demais pessoas do grupo, lideranças e gestão da organização. Os resultados são procrastinados (adiados), minando os bons feitos, dificultando/travando o bom andamento do trabalho ou até mesmo a evolução daquela tarefa. Infelizmente, observamos alguns grupos obstrutivos, nas organizações públicas (a nível municipal, estadual e federal), por conta da "politicagem", dentro dos órgãos públicos - grifo pessoal. E com isso, quem sai prejudicado é a sociedade.
Em suma, dentro de um grupo, numa organização (privada ou pública), é importante abrir espaço para que as pessoas possam pensar sobre seu trabalho, seu impacto em um projeto ou na própria organização/empresa, reconhecendo seu espaço e seu papel no grupo, bem como sua contribuição como profissional e colaborador social.
Perguntamos: Você é um construtor ou um obstrutor?
(*) Clique no link azul e assista ao vídeo animado sobre A importância de cada um no grupo e o respeito: https://www.youtube.com/watch?v=vb-3NdH75d0
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