UM ENSAIO DE PAPO INTER-RELIGIOSO

Imagem: Brasil Escola.


        Vários são os motivos para falarmos/conversarmos sobre promoção do diálogo inter-religioso. As religiões, em especial os seus líderes - não incluindo todos - muitos deles mergulharam numa espécie de psicosfera da ilusão, do absolutismo, do totalitarismo e do incentivo à intolerância, ao preconceito e à discriminação, do governo passado. 

        Por outro lado, revelou quem são as pessoas, o que escondem dentro de si e no que são capazes de fazer com o outro. Também, revelou o que precisamos. De fato, sermos a paz do mundo, de respeitar os diferentes - respeitarmos àqueles que não pensam iguais a nós - e trabalharmos mais a união entre os cristãos e não cristãos.

        Urge a necessidade, como trabalhadores da última hora, unirmos os pensamentos, acalmarmos os ânimos, implantarmos a paz e resgatarmos a fé e progredirmos juntos. 

     Ghand já falava: "Olho por olho e o povo ficará cego". Ghand foi o maior pacificador da humanidade e mesmo assim não conseguiu combater as verdadeiras chagas da Humanidade: o orgulho, a vaidade e o egoísmo. Mas, conseguiu mudar um sistema que dominava e apresentou ao mundo valores de liberdade, independência, de autocontrole, de pacifismo, de não violência, da cultura da paz, de compaixão e de convivência com todos. 

         Então, inspirados no passado, de olho no presente e com esperança no futuro, nascerá a vontade de religar o que foi quebrado: a unicidade da fé. 

          Inclusive, o apóstolo Paulo destaca três atributos da unidade da fé: a humildade, a mansidão e a longanimidade (Efésios 4:2,3). A unidade da fé é essencial para a plenitude do espírito.

       Digamos de passagem que a fé, está fria para muitos cristãos depois desses embates e extremismos, estimulados pelo governo passado. Infelizmente presenciamos o aumento bárbaro dos ataques e ofensas às religiões de culto afro no Brasil; racismos; homofobia; xenofobia; misoginia; feminicídio entre outras atitudes preconceituosas, ligadas à discriminação e intolerância com pessoas de outras crenças e cultos, de cor, de sexo, de situação sociocultural diferente e até com os originários - os índios -

         Finalizando o nosso papo, acredito que eu e você leitor, estamos aqui para nos religarmos à fé e às boas atitudes. Por isso, é tão importante a construção do diálogo não só inter-religioso, mas também o diálogo social, emocional e espiritual.  E refletindo nessa proposta, a ligação do homem - o ser humano - às suas crenças, cultos e à divindade, respeitando o diferente e sendo respeitado como diferente , como um ser livre e pensador chegaremos à paz, à união e à fraternidade universal.  Afinal, somos iguais diante de Deus - criaturas - e ao mesmo tempo, somos tão diferentes em ação, atitudes e pensamentos.

          Isso é o belo da vida: a diversidade. Seja religiosa, cultural, sexual, social, política ou de qualquer natureza. Viva à democracia! Moramos num país que entende a religião como algo pessoal, que o favorecimento de algumas vertentes em detrimento de outras pode ocasionar conflitos civis e religiosos e que o Estado, enquanto organismo deve garantir a igualdade, não pode tomar parte em tais conflitos a menos que em defesa da pluralidade e da igualdade.


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https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/estado-laico.htm 

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